Novo ano 2012

Vem festejar o ano de 2012 nas aulas de Babyoga e Funyoga.
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Babyoga aulas em Lisboa - Regressamos de férias

Depois de umas férias fantásticas em familia (agora com mais uma menina a caminho) voltamos revigoradas, cheias de energia e com muitas saudades de todos os nossos bebés!
Vamos iniciar um novo ano lectivo com as nossas aulas regulares em Outubro e temos Workshops em Setembro (a partir de Março de 2012 vão haver mais horários durante a semana).



Vem ver as novidades do Babyoga e Funyoga: muitas aulas gratuitas, eventos novos para participar, workshos mensais e formação para professores de Babyoga.
Não percas e inscreve-te já! As vagas são limitadas.


Nota: as aulas regulares continuam nos mesmos horários.

Educação para Totós

Escrito por Eduardo Sá 



Muitos pais enfeitiçam as crianças, tornando-as sapos, quando as transformam no seu precioso espelho mágico, ficando totós uns para os outros.


1. Nas histórias para as crianças há, regra geral, uma princesa adormecida (de preferência formosa) e um cavaleiro apaixonado que se propõe despertá-la, com um fogoso beijo nos lábios. É verdade que poucos pais consideram que esta tendência obstinada de um transeunte, cheio de amor-próprio, para incomodar (com beijoquices) o eterno descanso da princesa seja um mau exemplo para as crianças. E é verdade, também, que se fosse um filho nosso a beijar (mesmo por distracção) um sapo com quem se tivesse cruzado, em vez de despontar – de tão fortuita fortuna - um príncipe teríamos lá em casa uma zaragata à italiana. Por outras palavras: não há quem entenda a forma imprudente como os adultos põem aos beijos as personagens das histórias para as crianças…

Mas – pior ainda – o que me preocupa é que nessas histórias há sempre uma pessoa que dorme e outra que a desperta. E isto já é publicidade enganosa. Porque – todos sabemos – duas pessoas acordam sempre que aquilo que as liga as desperta, uma à outra, ao mesmo tempo. Aliás, eu acho que, com as crianças, se passa, sensivelmente, ao contrário do que sucede às princesas e aos sapos: elas estão despertíssimas mas, mais beijo menos beijo, há sempre alguém que não descansa enquanto não as adormece, por dentro, e as transforma em totós. (Se pensava que o lado enganador das histórias para as crianças passava pela forma como elas falam, por exemplo, de fadas ou pelo engenho com que põem uns pares de renas e o Pai Natal às voltas pelo ar, está muito enganado…).



2. Histórias à parte, são muitas as circunstâncias em que os pais acumulam muitos créditos com os quais tornam as suas crianças um bocadinho adormecidas. Ou, se preferirem, um tudo-nada… totós. Daí que, para acabarmos, de vez, com esta tentação de transformarmos crianças despertas em totós adormecidos devemos dizer que:

- as crianças estão autorizadas a sujar-se. As crianças que não se sujam não são uns anjos: ainda não descobriram que serão pessoas melhores sempre que forem pequenos índios com coração e com maneiras;

- as crianças devem brincar, também, na rua. Sempre que só sentem a cidade através dos vidros do carro dos pais deixam de ser crianças: ficam macambúzias;

- as crianças precisam de descobrir o tempo livre. Quando têm uma agenda e nunca mandam nos seus minutos – pelo menos quando brincam – não são crianças. São burocratas de mochila;

- as crianças têm o «direito constitucional» de andarem de cabeça no ar. Sempre que alguém as quiser certinhas e crescidas ficam rezingonas. E só quando forem pais, com um sentimento que viveram adormecidos, é que irão perceber que só aprende quem põe ao leme, para sempre, a vontade de rir;

- as crianças têm o dever de crescer com a ajuda de algumas trapalhices, porque só as crianças trapalhonas sabem que o brincar é a melhor escola de todos os imprevistos;

- as crianças estão autorizadas a cair. Nunca caindo não aprendem a cair;

- as crianças devem lutar, várias vezes por semana. Primeiro, com almofadas, com os irmãos. Depois, no chão da sala, com o pai. E, a seguir, com os amigos, fora de casa. Se nunca lutam podem, até, parecer exemplares. Mas não são crianças: tornam-se «xoninhas»;

- as crianças têm o direito a não ser falsamente elogiadas. Sempre que as elogiam, como se fossem tolas, viram sapos. Podem até ser belas. Mas tornam-se adormecidas.



3. Nas histórias para as crianças há, regra geral, uma princesa adormecida (de preferência formosa) e um cavaleiro apaixonado que se propõe despertá-la, com um fogoso beijo nos lábios. Mas, na verdade, quem estraga as histórias das princesas adormecidas não são nem os dragões nem as maçãs envenenadas. Nem o riso sarcástico das bruxas. Nem, muito menos, o lobo mau, o capitão Gancho ou a Maga Patalógica São mais os espelhos mágicos. E, pior, muitos pais enfeitiçam as crianças, tornando-as sapos, quando as transformam no seu precioso espelho mágico, ficando totós uns para os outros. E, mais beijo menos beijo, esquecem que, ao contrário das histórias, as pessoas só acordam sempre que despertam, umas para as outras, ao mesmo tempo.



fonte: pais e filhos

Babyoga Portugal e pediatra Paulo Oom no programa "Querida Júlia"

Depois de uma reportagem ter dado na sic sobre o Baby Yoga em Israel, o Babyoga Portugal foi convidado a vir desmistificar esta actividade em Portugal. Devido à nossa prática suave pediatras recomendam a prática do Babyoga em Portugal.
Vejam a reportagem

Babyoga Portugal VERSUS Baby Yoga Israel

Ontem ao ver uma reportagem na SIC sobre o Baby Yoga em Israel percebi como somos povos diferentes. A nossa cultura valoriza muito o toque, o toque do amor que em nada está relacionado com fazer malabarismos aos bebés. O nosso Babyoga é uma prática de amor e entrega profundo ao bebé em que só respeitando a fase de desenvolvimento do bebé é que conseguimos criar uma vinculação profunda.
Os pais portugueses quando procuram a prática do Babyoga fazem-no porque querem aprender mais sobre o seu bebé, porque querem perceber o seu bebé a um nível mais intuitivo e sempre procurando respeitá-lo mais e mais. Temos médicos que praticam Babyoga com os filhos e médicos que recomendam vivamente esta prática, porque acalma os pais, porque acalma os bebés.Temos enfermeiros e fisioterapeutas a virem ao Babyoga para aprenderem novas formas de melhorar as suas terapias com os bebés e crianças.Temos figuras públicas a adorarem fazer Babyoga com os seus bebés.

Fiquei mesmo feliz pelo nosso Babyoga nada ter a ver com o Baby Yoga de Israel. Mais uma validação para o nosso caminho! Obrigada a todos os pais, médicos, enfermeiros, terapeutas e educadores que elevam o amor do nosso Babyoga. A todos um bem-haja! Sandra Matos

Autoridade e Discilpina Amorosa

Como devemos agir quando os filhos são indisciplinados e controlam tudo, fazem o querem e mandam e desmandam?

É uma questão de autoridade e limites. Duas palavrinhas que podem causar até arrepios nos pais mais liberais. Eles, possivelmente sofreram com uma educação muito rígida, onde autoridade e disciplina eram conquistadas muitas vezes através de castigos físicos.
Não é esse o caso. Autoridade e disciplina podem sim ser conquistadas de maneira bem mais suave e amorosa. É uma questão que mora dentro de nós e aparece através das nossas acções. Os limites devem ser sempre bem claros: o que é sim, é sim. E não é definitivamente não. Muitas vezes não há acto de mais amor do que dizer um não para uma criança.

Acções coerentes:
Ter sempre coerência com a criança é fundamental. Por isso os exemplos vindos dos próprios pais devem ser correctos. A criança ainda não consegue fazer julgamentos do que é certo e errado. Nós é que temos que fazer isso por ela (só será capaz de fazê-lo por si própria com consciência, por volta dos 12 anos). Então as explicações para um NÃO devem ser coerentes e simples para que ela possa perceber. Não tente convencer a criança de que ela não quer algo. Aceitar o desejo dela é uma boa atitude, mas se a resposta ao final é NÃO, é isso que deve prevalecer.
Exemplo: “eu sei que queres muuuuuiiiito comer bolachas antes do almoço, mas se comeres bolachas não vais ter fome para almoçar. As bolacha são para o lanche, não é para o almoço”. Ponto final. E os pais têm mesmo que aguentar a choradeira sem problemas. Isso faz parte. Deixe que ela expresse a sua frustração o quanto quiser, tambem tem direito. É só não ligar, não colocar energia neste acto e mudar de assunto. Não há nada pior que mandar uma criança parar de chorar. Primeiro porque isso não adianta muito, depois acaba por ser duas frustrações seguidas. É demais.

Crianças espertas:
As crianças percebem rapidamente como conseguir o que querem através das reacções dos pais. Então, quando ficam frustradas por não conseguirem o que querem, elas reagem atingindo algum ponto fraco dos pais, avós, enfim, cuidadores, e é por aí que elas vão conseguir o que querem.
Por exemplo: uma criança que ao se frustrar, começa a bater a cabeça no chão. Os pais reagem com medo de que ela se magoe, vão logo tentar amenizar a situação e dão o que ela quer. Se os pais tiverem firmeza, coerência e confiança, a criança vai perceber que aquele artifício não funcionou.
Ela pode tentar usar vários desses artifícios, até conseguir quebrar os pais: puxar os cabelos, ficar sem comer e por aí. Não é fácil.... E as vezes esses casos parecem mesmo sem solução que é preciso pedir ajuda externa.

Crianças espertas (Parte II):
As crianças começam a testar os nossos limites por volta de 1 ano e meio. Mandam comida para o chão, tiram as roupas das gavetas para o chão, entre tantas outras coisas. Isto para elas é uma brincadeira, mas é assim que começam a perceber as reacções dos adultos diante de suas atitudes. Quanto mais dizemos que não podem fazer algo, mais elas fazem como se estivessem a testar os nossos limites. E a coisa mais certa é: quanto mais damos atenção a esses testes, mais elas querem interagir, tomando o partido de oposição. Tirar a platéia é uma óptima dica. Se o problema é mandar a comida para o chão, mostre-lhe que o que ela está a fazer é errado e peça ajuda para limpa. As criança adora tarefas e gosta de imitar os mais velhos nas actividades do dia-a-dia. A criança só nos pode “tirar do sério” quando acerta nos nossos pontos fracos, ela sabe exactamente por onde nos desestruturar. Por isso é importante saber que educar é se auto-educar!

Desfazendo a acção opositora da criança:
Essas acções opositoras variam no grau de intensidade com a idade e é sempre uma questão de testar e saber os seus limites. Assim, quando entramos em conflito com as crianças, o desgaste para nós é tão grande, que acabamos cedendo. O famoso “não” que mais tarde se transforma em “sim”. É importante não ceder para que ela saiba os limites. E o melhor seria saber agir rápido antes de chegar a esse desgaste. Então, a dica é desviar a situação transformando-a em outra rapidamente. Começar desde cedo é o melhor, pois elas crescem sabendo quais são esses limites e dificilmente os pais irão enfrentar situações mais graves de perda de autoridade mais tarde. Deixar a criança chorar bastante por alguma coisa que é "não" e no final acabamos cedendo e ela vira "sim", pode educar para a falta de auto-estima, o masoquismo, ela aprende que se chorar bastante acaba por ganhar alguma coisa, mesmo que sejam migalhas.

Exemplos de como transformar as acções opositoras em acções positivas:

- a criança não quer sentar na cadeirinha do carro. Recusa-se e esperneia. Atacar para as cócegas é uma óptima ideia, pois a oposição transforma-se em brincadeira.

- a criança não quer escovar os dentes, cantar uma música que ela gosta pode funcionar. De preferência uma que tenha bastante AAAAAAAAA para ficar de boca aberta.

- a criança está a tirar tudo para fora da gaveta, tente chamar a atenção para outra coisa, como ver pela janela o cão, ou “olha o que eu achei aqui”.


Funções Maternas e Paternas:
Quando nos tornamos pais, cabe-nos exercer várias funções perante o filho. E não importa quem exerça essas funções, pois elas não estão claramente divididas e pais e mães trocam todo de funções constantemente.
Mas mesmo assim a maioria das vezes acontece de maneira natural que os pais assumam mais as funções de estabelecer regras e pôr limites e as mães acabam assumindo o cuidar, o acolher, o alimentar.
E quando nos vemos nessa situação onde o casal passa a ser uma família, deixamos de ser uma dupla, e passamos a um trio. E entre três elementos pode sempre haver um desequilíbrio. É preciso prestar muita atenção nas funções de cada um. Quem assume as funções maternas (independentemente se é a mãe ou o pai), tende a sempre acolher e proteger o filho em tudo, criando uma espécie de aliança e cumplicidade. E quem assume a função paterna, acaba sempre por ficar à parte, sendo o opositor. Estas situações acabam por gerar dissonâncias entre o casal, onde um tira a autoridade do outro e o desequilíbrio familiar é completo. A criança não suporta ficar sozinha (sem atenção), então estará sempre em busca de um aliado nestas situações (a mãe, o pai, a avó...). É aquela criança que tenta ser o queridinho do professor ou que se zanga quando o amiguinho escolhido tem outros amigos.

Controlo:
A criança que tem o controlo nas mãos determina quando os pais conversarão entre si, determina quando a mãe poderá falar com outras pessoas, determina as actividades de todos que a rodeiam. Ela não sossega, sempre dizendo o que ela quer e o que os outros devem fazer. Essa criança esta sempre tensa, atenta, mas a partir do momento que o controlo é tirado das suas mãos, ela relaxa. Ela não tem que controlar mais nada, ela confia que os pais sabem o que é melhor para ela e para eles próprios. Por isso, limites claros determinados pelos pais são fundamentais para um desenvolvimento sádio da criança. A família é como um triângulo, onde cada um tem o seu lugar e estão todos ligados.
Relações entre irmãos:
As relações entre os irmãos vai ser sempre uma ligação muito forte de amor e também de ódio. Os pais que melhor sabem lidar com isso, são os que se metem o mínimo na relação dos irmãos, deixando que eles a resolvam. Quando os pais conseguem fazer isso, estão a dar aos filhos, a oportunidade de se tornarem cúmplices, e capazes de sanar as diferenças. Quando os pais tomam o partido do mais fraco, o que sempre apanha (o mais novo, muitas vezes), estão a tirar essa possibilidade. Muitas vezes o mais fraco é o provocador, e acaba por apanhar por isso. A culpa cai sempre para o mais forte. E o mais fraco estará sempre em busca dessa protecção a fim de ter atestado o seu valor e importância diante dos pais


E lembrem-se: As relações básicas que são entre pai, mãe e criança, vão-se projectar em todas as relações posteriores durante toda a vida desta criança. Se essa criança não recebe limites dos pais, as suas relações futuras com outras pessoas também serão sempre na busca por esses limites. Se nesta relação não houver respeito, o desrespeito crescerá junto com essa criança em todas as suas relações. E em casos mais graves, se essa criança cresce sem amor, ela não poderá estabelecer nenhum vínculo de amor com qualquer outra pessoa.

Citando o filósofo Humberto Maturana: “Criança que não cresce no amor, não cresce como um ser social”


Autor: Dr. Antonio Carlos de Souza Aranha, médico pediatra antroposófico e terapeuta de família.

 


PRIMAVERA


 
Depois da chuva que se derramou pela floresta a água desceu às profundezas da terra e o riacho cantou alegre e, rápido pulava pelas pedras. Surgiu então um sol a brilhar e a tudo iluminou: os passarinhos que cantavam em revoada, as flores abrindo suas pétalas dando boas-vindas às borboletas, as abelhas que voavam de flor em flor, os grilos saltando entre as ramagens, os pequenos animais da floresta que saltitavam entre a relva.



Era a Mãe-Terra que, acordando do seu sono profundo nos trazia a PRIMAVERA.
Pais com Confiança

Às vezes estamos com Pais que nos falam dos seus filhos e da sua dificuldade de comunicação, dos seus comportamentos: como posso eu mudar este comportamento negativo do meu filho? Porque é que ele desiste sempre? Porque é que ele não ouve o que eu digo? Porque é que ele é tão mal comportado?
Como todos sabemos (ou deveríamos saber) o comportamento dos nossos filhos são o reflexo da sua vivência com o ambiente que os rodeia, incluindo os seus pais. Muitas vezes não precisamos de trabalhar a criança mas sim os pais. Não estou a falar de maus pais, estou a falar de bons pais como eu e tu mas que como seres humanos que somos tambem precisamos de acreditar que conseguimos melhorar.

Deixo-vos uma excelente ajuda: "Movimento Confiança Agora" da empresa MárioCaetano que chega aos Pais de todas as cidades de Portugal.

Site: www.mariocaetano.net
Blog: http://movimentoconfiancagora.blogspot.com

Vejam o artigo (cliquem para ver)


Um Natal mais humano e mais natural: o nosso Natal.

 
O Natal comercial chega cada vez mais cedo. As lojas todas decoradas de luzes e a imagem do Pai Natal está por todo lado nesta altura. As publicidades são cada vez mais agressivas. Será que ainda nos lembramos que o Natal não tem nada a ver com compras e que deveria ser uma época de reflexão, de interiorização e de crescimento?

As crianças estão muito mais próximas dos ritmos naturais do que nós. Para elas o Natal é algo natural e que a pouco e pouco vão perdendo pela nossa imposição de um Natal mais comercial e de que "se não te portas bem o Pai Natal não te traz uma prenda". O Natal é muito mais do que isso e as crianças sabem-no.

Há muitas maneiras de se preparar o Natal e comemorá-lo com nossas crianças, transformando esse momento em algo precioso, mágico, um verdadeiro presente para toda família.

Advento:


Quatro domingos antes do Natal, inicia-se o Advento. Este ano inicia-se no dia 28 de novembro. É simbolizado por uma coroa feita de ramos de pinheiro com 4 velas, esta coroa é feita em casa, com arame coberto com uma fita vermelha a prender os ramos verdes). Cada semana que antecede o Natal está relacionada com um reino da natureza, que se prepara para a Grande Noite. E para caracterizar esses reinos as velas podem ser nas cores correspondentes:

1º. Domingo - Reino Mineral – Vela Azul
Na primeira semana acendem-se a vela azul. Pedras, terra e areia são colocadas no presépio, representando o mundo mineral e sua ligação com o mundo físico (elemento terra).

2º. Domingo – Reino Vegetal – Vela Verde
Na segunda semana acendem-se a vela azul e a verde. São colocadas plantas, troncos, musgos e água para o presépio, representando o mundo vegetal e sua ligação com o mundo etéreo (elemento água).

3º. Domingo – Reino Animal – Vela Amarela
Na terceira semana acendem-se as velas azul, verde e amarela. Colocam-se os animais representando o mundo animal e sua ligação com o mundo anímico (elemento ar).

4º. Domingo – Homens – Vela Vermelha
Na última semana acendem-se as velas azul, verde, amarela e vermelha. A luz se torna mais intensa, com a proximidade do nascimento de Jesus, é o Natal, a festa da luz! Então são colocados Maria, José e os pastores, simbolizando as figuras humanas e no dia de Natal, o menino Jesus é colocado na manjedoura. Tudo isso representa o Reino Humano e sua ligação com o mundo espiritual (elemento fogo).

Em cada domingo a família reúne-se e faz-se uma actividade especial com as crianças como, estrelinhas para pôr nas janelas ou parede, enfeites, bolachinhas para dar aos amigos. Enfim, uma atividade que nos possa trazer o contato com o belo e o verdadeiro do nosso mundo. O domingo é um dia especial, mas todos os dias até o Natal terão um momento do Advento e do Presépio, que poderá ser antes das crianças irem para a cama. Canta-se músicas e histórias do Natal e acende-se a vela do Advento. A cada domingo mais uma vela é acesa no Advento, até que no Natal todas as quatro iluminam a festa.

Presépio:

No dia 01 de Dezembro o Presépio começa a ser montado. Escolhemos um sitio especial na nossa casa para prepará-lo com as crianças ao longo deste mês.

O Presépio é um dos elementos do Natal mais querido das crianças. Com ele, elas conseguem sentir e perceber melhor o que estamos a preparar e esta celebração que ainda não é clara para as crianças pequenas.


Calendário de Natal tambem faz parte dessa preparação. O calendário pode ter 24 saquinhos, ou caixinhas de fósforo revestidas, e a cada dia uma criança abre um saquinho, onde há um elemento para compor o presépio com materiais correspondentes a cada semana, como sementes, pedrinhas, estrelas de papel, etc.

1ª. Semana – Reino Mineral
Surge a estrutura do presépio. Um pano azul representando o céu noturno e um pano  para o chão. No centro uma estrutura em madeira representando o estábulo e um caminho de 24 velas representando o longo caminho de Maria até Belém. Maria surge no inicio do caminho e o Anjo pode estar a acompanhar. Não há mais nada nesse cenário, mas a cada dia as crianças poderão acrescentar pedras preciosas e estrelas que acham nos saquinhos do Calendário do Natal. A cada dia uma nova vela do caminho é acesa e Maria avança em direção ao estábulo.

Nessa semana conta-se histórias sobre as pedras que havia no caminho para Belém.

2ª. Semana – Reino Vegetal
Surgem as plantas no presépio, a terra, e até a água. Sementes podem surgir no calendário do Natal e compor o presépio.

Conta-se a história dos espinhos e as rosas que havia no caminho de Maria

3ª. Semana – Reino Animal
Os animais aparecem. Pode-se fazer borboletas de lã, ovelinhas de tricô, animais de cera de abelha... O boi aparece no estábulo e o burrinho passa a acompanhar Maria. Pequenos bichinhos de madeira podem estar nos saquinhos do Calendário.

Conta-se a história sobre esse burro que transportou Maria em seu caminho.

4ª. Semana – Homem
Surgem os pastores próximos ao estábulo e José junto a Maria.

Nesta semana coloca-se mais estrelas no céu, que vão sendo trazidas pelo calendário de Natal.

Quando Maria chega à ultima vela do caminho, teremos um caminho de luz, e ela estará no estábulo. Chegou então a noite de Natal! A manjedoura com o menino Jesus é colocada no presépio. Os três Reis magos também surgem, mas longe, muito longe do presépio. Eles só chegam ao estábulo no dia 06 de janeiro.


Árvore de Natal:

Os antigos germânicos criam que o mundo e todos os astros estavam sustentados pendendo dos ramos de uma árvore gigantesca chamada o "divino Israel" ou o "deus Odim", a quem rendiam culto a cada ano, no solstício de inverno, quando se supunha que se renovava a vida. A celebração desse dia consistia em adornar um pinheiro com tochas que representavam as estrelas, a lua e o sol. Em torno desta árvore bailavam e cantavam adorando ao seu deus.


Contam que São Bonifácio, evangelizador da Alemanha, derrubou a árvore que representava o deus Odim, e no mesmo lugar plantou outro pinheiro, símbolo do amor perene de Deus e o adornou com maçãs e velas, dando-lhe um simbolismo cristão: as maçãs representavam as tentações, o pecado original e os pecados dos homens; as velas representavam Cristo, a luz do mundo e a graça que recebem os homens que aceitam Jesus como Salvador. Este costume se difundiu por toda a Europa na Idade Média e com as conquistas e migrações chegou à América.

Pouco a pouco, a tradição foi evoluindo: trocaram as maçãs por bolas e as velas por luzes que representam a alegria e a luz que Jesus Cristo trouxe ao mundo.

As bolas actualmente simbolizam as orações que fazemos durante o período de Advento. As bolas azuis são orações de arrependimento, as prateadas de agradecimento, as douradas de louvor e as vermelhas de preces.

Costuma-se colocar uma estrela na ponta do pinheiro, que representa a fé que deve guiar nossas vidas.

Também costuma-se pôr adornos de diversas figuras na árvore de Natal. Estes representam as boas acções e sacrifícios, os "presentes" que daremos a Jesus no Natal.

Para aproveitar a tradição: Adornar a árvore de Natal ao longo de todo o advento, explicando às crianças o simbolismo. As crianças elaborarão suas próprias bolas (24 a 28 dependendo dos dias que tenha o Advento) com uma oração ou um propósito em cada uma, e conforme passem os dias as irão colocando na árvore de Natal até o dia do nascimento de Jesus.



São Nicolau:

Em certa ocasião, o chefe da guarda romana daquela época, chamado Marco, queria vender como escravo um menino muito pequeno chamado Adrian e Nicolau o impediu. Em outra ocasião, Marco queria apoderar-se de umas jovenzinhas se seu pai não lhe pagasse uma dívida. Nicolau se inteirou do problema e decidiu ajudá-las. Tomou três sacos cheios de ouro e na Noite de Natal, em plena escuridão, chegou até a casa e colocou os sacos pela chaminé, salvando, assim, as meninas.


Marco, que queria acabar com a fé cristã, mandou queimar todas as igrejas e prender todos os cristãos que não quisessem renegar sua fé. Assim foi como Nicolau foi capturado e preso. Quando o imperador Constantino se converteu e mandou liberar todos os cristãos, Nicolau havia envelhecido. Quando saiu do cárcere, tinha a barba crescida e branca e tinha as roupas vermelhas que o distinguiam como bispo; contudo, os longos anos de cárcere não conseguiram tirar sua bondade e seu bom humor.

Os cristãos da Alemanha tomaram a história dos três sacos de ouro deixados pela chaminé no dia de Natal e a imagem de Nicolau ao sair do cárcere, para tecer a história do Pai Natal, velhinho sorridente vestido de vermelho, que entra pela chaminé no dia de Natal para deixar presentes para as crianças boas.

O Nome "Santa Claus" vem da evolução paulatina do nome de São Nicolau: St. Nicklauss, St. Nick, St. Klauss, Santa Claus, Santa Clos.

Não obstante, o exemplo de São Nicolau ensina-nos a ser generosos, a dar aos que não têm e a fazê-lo com discrição, com um profundo amor ao próximo. Ensina-nos além disso, a estar atentos às necessidades dos demais, a sair de nosso egoísmo, a ser generosos não só com nossas coisas mas também com nossa pessoa e o nosso tempo. Por isso, o Natal é um tempo propício para imitar São Nicolau em suas virtudes

Como vivenciar com as crianças

Podemos contar às crianças histórias de São Nicolau, bispo de Mira no século IV, que serviu de inspiração para o ícone do Natal.

Às crianças mais velhas podemos ajudar a diferenciar o "original" (São Nicolau) da "cópia" (Pai Natal) com imagens que mostram as diferenças entre os trajes de ambos, destacando a mitra episcopal no lugar do gorro vermelho e o cajado substituindo o saco de presentes.

Presentes:
Nesta época do ano, as crianças recebem imensos presentes e muitos deles acabam por ficar sem serem usados. É correcto nesta quadra receber tantos presentes e não dar nenhuns??
Assim, poderíamos trabalhar o conceito do “receber” e também do “dar”. Quais os brinquedos que pretendes dar às crianças que não tem nenhum?
Outra boa idéia é reciclar. Podemos reciclar um brinquedo velho, ou que a criança já não brinca mais e renová-lo, dando-lhe uma nova vida. 

Esperemos que tenhamos conseguido acender no vosso coração a verdadeira Luz do Natal e que este ano muitas familias comecem a semear nos corações das nossas crianças o verdadeiro significado desta quadra mágica. 

Beijinhos a todos
Ana Sofia Barrias

Fontes de inspiração: Clube de Mães