Um Natal mais humano e mais natural: o nosso Natal.
O Natal comercial chega cada vez mais cedo. As lojas todas decoradas de luzes e a imagem do Pai Natal está por todo lado nesta altura. As publicidades são cada vez mais agressivas. Será que ainda nos lembramos que o Natal não tem nada a ver com compras e que deveria ser uma época de reflexão, de interiorização e de crescimento? As crianças estão muito mais próximas dos ritmos naturais do que nós. Para elas o Natal é algo natural e que a pouco e pouco vão perdendo pela nossa imposição de um Natal mais comercial e de que "se não te portas bem o Pai Natal não te traz uma prenda". O Natal é muito mais do que isso e as crianças sabem-no.
Há muitas maneiras de se preparar o Natal e comemorá-lo com nossas crianças, transformando esse momento em algo precioso, mágico, um verdadeiro presente para toda família.
Advento:
Quatro domingos antes do Natal, inicia-se o Advento. Este ano inicia-se no dia 28 de novembro. É simbolizado por uma coroa feita de ramos de pinheiro com 4 velas, esta coroa é feita em casa, com arame coberto com uma fita vermelha a prender os ramos verdes). Cada semana que antecede o Natal está relacionada com um reino da natureza, que se prepara para a Grande Noite. E para caracterizar esses reinos as velas podem ser nas cores correspondentes:
1º. Domingo - Reino Mineral – Vela Azul
Na primeira semana acendem-se a vela azul. Pedras, terra e areia são colocadas no presépio, representando o mundo mineral e sua ligação com o mundo físico (elemento terra).
2º. Domingo – Reino Vegetal – Vela Verde
Na segunda semana acendem-se a vela azul e a verde. São colocadas plantas, troncos, musgos e água para o presépio, representando o mundo vegetal e sua ligação com o mundo etéreo (elemento água).
3º. Domingo – Reino Animal – Vela Amarela
Na terceira semana acendem-se as velas azul, verde e amarela. Colocam-se os animais representando o mundo animal e sua ligação com o mundo anímico (elemento ar).
4º. Domingo – Homens – Vela Vermelha
Na última semana acendem-se as velas azul, verde, amarela e vermelha. A luz se torna mais intensa, com a proximidade do nascimento de Jesus, é o Natal, a festa da luz! Então são colocados Maria, José e os pastores, simbolizando as figuras humanas e no dia de Natal, o menino Jesus é colocado na manjedoura. Tudo isso representa o Reino Humano e sua ligação com o mundo espiritual (elemento fogo).
Em cada domingo a família reúne-se e faz-se uma actividade especial com as crianças como, estrelinhas para pôr nas janelas ou parede, enfeites, bolachinhas para dar aos amigos. Enfim, uma atividade que nos possa trazer o contato com o belo e o verdadeiro do nosso mundo. O domingo é um dia especial, mas todos os dias até o Natal terão um momento do Advento e do Presépio, que poderá ser antes das crianças irem para a cama. Canta-se músicas e histórias do Natal e acende-se a vela do Advento. A cada domingo mais uma vela é acesa no Advento, até que no Natal todas as quatro iluminam a festa.
Presépio:
No dia 01 de Dezembro o Presépio começa a ser montado. Escolhemos um sitio especial na nossa casa para prepará-lo com as crianças ao longo deste mês.
O Presépio é um dos elementos do Natal mais querido das crianças. Com ele, elas conseguem sentir e perceber melhor o que estamos a preparar e esta celebração que ainda não é clara para as crianças pequenas.
O Calendário de Natal tambem faz parte dessa preparação. O calendário pode ter 24 saquinhos, ou caixinhas de fósforo revestidas, e a cada dia uma criança abre um saquinho, onde há um elemento para compor o presépio com materiais correspondentes a cada semana, como sementes, pedrinhas, estrelas de papel, etc.
1ª. Semana – Reino Mineral
Surge a estrutura do presépio. Um pano azul representando o céu noturno e um pano para o chão. No centro uma estrutura em madeira representando o estábulo e um caminho de 24 velas representando o longo caminho de Maria até Belém. Maria surge no inicio do caminho e o Anjo pode estar a acompanhar. Não há mais nada nesse cenário, mas a cada dia as crianças poderão acrescentar pedras preciosas e estrelas que acham nos saquinhos do Calendário do Natal. A cada dia uma nova vela do caminho é acesa e Maria avança em direção ao estábulo.
Nessa semana conta-se histórias sobre as pedras que havia no caminho para Belém.
2ª. Semana – Reino Vegetal
Surgem as plantas no presépio, a terra, e até a água. Sementes podem surgir no calendário do Natal e compor o presépio.
Conta-se a história dos espinhos e as rosas que havia no caminho de Maria
3ª. Semana – Reino Animal
Os animais aparecem. Pode-se fazer borboletas de lã, ovelinhas de tricô, animais de cera de abelha... O boi aparece no estábulo e o burrinho passa a acompanhar Maria. Pequenos bichinhos de madeira podem estar nos saquinhos do Calendário.
Conta-se a história sobre esse burro que transportou Maria em seu caminho.
4ª. Semana – Homem
Surgem os pastores próximos ao estábulo e José junto a Maria.
Nesta semana coloca-se mais estrelas no céu, que vão sendo trazidas pelo calendário de Natal.
Quando Maria chega à ultima vela do caminho, teremos um caminho de luz, e ela estará no estábulo. Chegou então a noite de Natal! A manjedoura com o menino Jesus é colocada no presépio. Os três Reis magos também surgem, mas longe, muito longe do presépio. Eles só chegam ao estábulo no dia 06 de janeiro.
Árvore de Natal:
Os antigos germânicos criam que o mundo e todos os astros estavam sustentados pendendo dos ramos de uma árvore gigantesca chamada o "divino Israel" ou o "deus Odim", a quem rendiam culto a cada ano, no solstício de inverno, quando se supunha que se renovava a vida. A celebração desse dia consistia em adornar um pinheiro com tochas que representavam as estrelas, a lua e o sol. Em torno desta árvore bailavam e cantavam adorando ao seu deus.
Contam que São Bonifácio, evangelizador da Alemanha, derrubou a árvore que representava o deus Odim, e no mesmo lugar plantou outro pinheiro, símbolo do amor perene de Deus e o adornou com maçãs e velas, dando-lhe um simbolismo cristão: as maçãs representavam as tentações, o pecado original e os pecados dos homens; as velas representavam Cristo, a luz do mundo e a graça que recebem os homens que aceitam Jesus como Salvador. Este costume se difundiu por toda a Europa na Idade Média e com as conquistas e migrações chegou à América.
Pouco a pouco, a tradição foi evoluindo: trocaram as maçãs por bolas e as velas por luzes que representam a alegria e a luz que Jesus Cristo trouxe ao mundo.
As bolas actualmente simbolizam as orações que fazemos durante o período de Advento. As bolas azuis são orações de arrependimento, as prateadas de agradecimento, as douradas de louvor e as vermelhas de preces.
Costuma-se colocar uma estrela na ponta do pinheiro, que representa a fé que deve guiar nossas vidas.
Também costuma-se pôr adornos de diversas figuras na árvore de Natal. Estes representam as boas acções e sacrifícios, os "presentes" que daremos a Jesus no Natal.
Para aproveitar a tradição: Adornar a árvore de Natal ao longo de todo o advento, explicando às crianças o simbolismo. As crianças elaborarão suas próprias bolas (24 a 28 dependendo dos dias que tenha o Advento) com uma oração ou um propósito em cada uma, e conforme passem os dias as irão colocando na árvore de Natal até o dia do nascimento de Jesus.
São Nicolau:
Contam que São Bonifácio, evangelizador da Alemanha, derrubou a árvore que representava o deus Odim, e no mesmo lugar plantou outro pinheiro, símbolo do amor perene de Deus e o adornou com maçãs e velas, dando-lhe um simbolismo cristão: as maçãs representavam as tentações, o pecado original e os pecados dos homens; as velas representavam Cristo, a luz do mundo e a graça que recebem os homens que aceitam Jesus como Salvador. Este costume se difundiu por toda a Europa na Idade Média e com as conquistas e migrações chegou à América.
Pouco a pouco, a tradição foi evoluindo: trocaram as maçãs por bolas e as velas por luzes que representam a alegria e a luz que Jesus Cristo trouxe ao mundo.
As bolas actualmente simbolizam as orações que fazemos durante o período de Advento. As bolas azuis são orações de arrependimento, as prateadas de agradecimento, as douradas de louvor e as vermelhas de preces.
Costuma-se colocar uma estrela na ponta do pinheiro, que representa a fé que deve guiar nossas vidas.
Também costuma-se pôr adornos de diversas figuras na árvore de Natal. Estes representam as boas acções e sacrifícios, os "presentes" que daremos a Jesus no Natal.
Para aproveitar a tradição: Adornar a árvore de Natal ao longo de todo o advento, explicando às crianças o simbolismo. As crianças elaborarão suas próprias bolas (24 a 28 dependendo dos dias que tenha o Advento) com uma oração ou um propósito em cada uma, e conforme passem os dias as irão colocando na árvore de Natal até o dia do nascimento de Jesus.
São Nicolau:
Em certa ocasião, o chefe da guarda romana daquela época, chamado Marco, queria vender como escravo um menino muito pequeno chamado Adrian e Nicolau o impediu. Em outra ocasião, Marco queria apoderar-se de umas jovenzinhas se seu pai não lhe pagasse uma dívida. Nicolau se inteirou do problema e decidiu ajudá-las. Tomou três sacos cheios de ouro e na Noite de Natal, em plena escuridão, chegou até a casa e colocou os sacos pela chaminé, salvando, assim, as meninas.
Marco, que queria acabar com a fé cristã, mandou queimar todas as igrejas e prender todos os cristãos que não quisessem renegar sua fé. Assim foi como Nicolau foi capturado e preso. Quando o imperador Constantino se converteu e mandou liberar todos os cristãos, Nicolau havia envelhecido. Quando saiu do cárcere, tinha a barba crescida e branca e tinha as roupas vermelhas que o distinguiam como bispo; contudo, os longos anos de cárcere não conseguiram tirar sua bondade e seu bom humor.
Os cristãos da Alemanha tomaram a história dos três sacos de ouro deixados pela chaminé no dia de Natal e a imagem de Nicolau ao sair do cárcere, para tecer a história do Pai Natal, velhinho sorridente vestido de vermelho, que entra pela chaminé no dia de Natal para deixar presentes para as crianças boas.
O Nome "Santa Claus" vem da evolução paulatina do nome de São Nicolau: St. Nicklauss, St. Nick, St. Klauss, Santa Claus, Santa Clos.
Não obstante, o exemplo de São Nicolau ensina-nos a ser generosos, a dar aos que não têm e a fazê-lo com discrição, com um profundo amor ao próximo. Ensina-nos além disso, a estar atentos às necessidades dos demais, a sair de nosso egoísmo, a ser generosos não só com nossas coisas mas também com nossa pessoa e o nosso tempo. Por isso, o Natal é um tempo propício para imitar São Nicolau em suas virtudes
Como vivenciar com as crianças
Podemos contar às crianças histórias de São Nicolau, bispo de Mira no século IV, que serviu de inspiração para o ícone do Natal.
Às crianças mais velhas podemos ajudar a diferenciar o "original" (São Nicolau) da "cópia" (Pai Natal) com imagens que mostram as diferenças entre os trajes de ambos, destacando a mitra episcopal no lugar do gorro vermelho e o cajado substituindo o saco de presentes.
Marco, que queria acabar com a fé cristã, mandou queimar todas as igrejas e prender todos os cristãos que não quisessem renegar sua fé. Assim foi como Nicolau foi capturado e preso. Quando o imperador Constantino se converteu e mandou liberar todos os cristãos, Nicolau havia envelhecido. Quando saiu do cárcere, tinha a barba crescida e branca e tinha as roupas vermelhas que o distinguiam como bispo; contudo, os longos anos de cárcere não conseguiram tirar sua bondade e seu bom humor.
Os cristãos da Alemanha tomaram a história dos três sacos de ouro deixados pela chaminé no dia de Natal e a imagem de Nicolau ao sair do cárcere, para tecer a história do Pai Natal, velhinho sorridente vestido de vermelho, que entra pela chaminé no dia de Natal para deixar presentes para as crianças boas.
O Nome "Santa Claus" vem da evolução paulatina do nome de São Nicolau: St. Nicklauss, St. Nick, St. Klauss, Santa Claus, Santa Clos.
Não obstante, o exemplo de São Nicolau ensina-nos a ser generosos, a dar aos que não têm e a fazê-lo com discrição, com um profundo amor ao próximo. Ensina-nos além disso, a estar atentos às necessidades dos demais, a sair de nosso egoísmo, a ser generosos não só com nossas coisas mas também com nossa pessoa e o nosso tempo. Por isso, o Natal é um tempo propício para imitar São Nicolau em suas virtudes
Como vivenciar com as crianças
Podemos contar às crianças histórias de São Nicolau, bispo de Mira no século IV, que serviu de inspiração para o ícone do Natal.
Às crianças mais velhas podemos ajudar a diferenciar o "original" (São Nicolau) da "cópia" (Pai Natal) com imagens que mostram as diferenças entre os trajes de ambos, destacando a mitra episcopal no lugar do gorro vermelho e o cajado substituindo o saco de presentes.
Presentes:
Nesta época do ano, as crianças recebem imensos presentes e muitos deles acabam por ficar sem serem usados. É correcto nesta quadra receber tantos presentes e não dar nenhuns??
Assim, poderíamos trabalhar o conceito do “receber” e também do “dar”. Quais os brinquedos que pretendes dar às crianças que não tem nenhum?
Outra boa idéia é reciclar. Podemos reciclar um brinquedo velho, ou que a criança já não brinca mais e renová-lo, dando-lhe uma nova vida.
Esperemos que tenhamos conseguido acender no vosso coração a verdadeira Luz do Natal e que este ano muitas familias comecem a semear nos corações das nossas crianças o verdadeiro significado desta quadra mágica.
Beijinhos a todos
Ana Sofia Barrias
Fontes de inspiração: Clube de Mães
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